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Contas de 2016 são aprovadas por unanimidade

3 de abril de 2017

Por Rita Fernandjes

“A parte financeira é a mais sensível do homem. Por isso, a parte financeira não pode deixar dúvida.” Com esse discurso, o diretor financeiro dos Escoteiros do Brasil – Região de São Paulo, Roberlei Beneduzi, enfatizou a importância da prestação de contas da entidade durante a 24ª Reunião Ordinária da Assembleia Regional Escoteira, realizada nos dias 25 e 26 de março, em São José do Rio Preto. Durante o evento, cerca de 300 delegados de unidades escoteiras locais de 68 cidades apreciaram e deliberaram sobre as contas e balanço do exercício fiscal de 2016 e sobre a previsão orçamentária para 2017/2018, mediante parecer da comissão fiscal regional.

O ano de 2016 foi de forte crescimento, fechando o ano com quase 25 mil associados de 117 cidades do Estado, o que representa aumento de 8,77% comparado ao mesmo período de 2015. Esse resultado também foi possível graças à abertura de mais de 20 unidades escoteiras locais (UELs).

Segundo Roberlei, a receita ficou em R$ 1,270 milhão e a despesa, em R$ 1,199 milhão. “Não é novidade para ninguém que a saída é apertada, mas ainda assim houve um superávit”, explicou. As contas foram aprovadas por 248 delegados, contra 15 abstenções. Já a previsão orçamentária foi aprovada por 211 votos, contra quatro abstenções. “Administrar o dinheiro dos outros é muita responsabilidade. Por isso, é um alívio saber que as contas foram aprovadas com sucesso”, destacou Sérgio Teijeira, diretor adjunto financeiro da Região Escoteira de São Paulo.

“Há três anos, nós tínhamos prometido total transparência. A região não tem nada o que esconder em nenhum setor, principalmente na área financeira”, advertiu Roberlei em referência à errata do demonstrativo financeiro (janeiro a dezembro de 2016), disponibilizado no site da entidade no dia 22 de março.  “O país entrou em crise, fazendo com que todos os setores sofressem. E com o escotismo não podia ser diferente. Mesmo assim, conseguimos manter o que estava na programação. Nos primeiros 80 dias do ano não estava havendo alterações significativas no controle da entrada e dos gastos. Estamos controlando dentro do que foi planejado”, destacou.

 

Captação de recursos

Ao apresentar a previsão orçamentária, o diretor financeiro explicou que o valor da receita poderia ser maior, caso o movimento escoteiro tivesse patrocínio dos setores público ou privado. “Seria leviano eu apresentar uma estimativa imaginária, supondo uma captação de recursos que não existe, mas que deveria existir”, afirmou.

Apesar disso, o diretor financeiro destacou que reportagens publicadas recentemente mostram que apenas 3% do esporte olímpico brasileiro contam com patrocínio da iniciativa privada, enquanto que 97% têm suas receitas bancadas pelo poder público. “Essa inversão acontece porque o mercado atual não está para dar dinheiro. As empresas, de modo geral, estão enxugando o que pode e o que não pode”, observa.

A direção administrativa buscou melhorias no atendimento às UELs, ao racionalizar a estrutura do escritório regional e criar funções novas, como a de captador de recursos (além de agente de desenvolvimento regional e de secretário distrital). A partir da criação dessa função, a entidade venceu dois editais para captação de recursos: da Fundação Itaú Social, com a aquisição de instrumentos para o Corpo Musical Escoteiro, e o edital Fundo PositHiVo, que trouxe a redução em 50% do valor dos cursos avançados do segundo semestre de 2016. Outras conquistas do setor de captação de recursos foram o Polen, em que o consumidor de compra online ajuda o escotismo paulista sem gastar nada a mais, e a adesão ao Programa Nota Fiscal Paulista, cuja parceria com entidades assistenciais possibilita o cadastro de notas fiscais pelas UELs.

 

Homenagem

Ao término da votação da prestação de contas, o diretor presidente da Região Escoteira de São Paulo, Jabs Costa, homenageou o diretor financeiro. “Roberlei Beneduzi é imensa a gratidão da regional de São Paulo por toda a sua dedicação e elevado espírito escoteiro em prol da gestão todos esses anos. Muito obrigado”, disse ao entregar uma placa.

“Eu fiz aquilo que eu me propus a fazer. Então, eu deixei de ser voluntário e me tornei profissional. E para ser profissional você tem que se doar 100%. Eu não aceito de mim menos de 100%. Muito obrigado”, agradeceu Roberlei.

 

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