Nos três primeiros dias da COP30, realizada em Belém/PA, a delegação dos Escoteiros do Brasil, com representação ativa da Região de São Paulo, já se destacava entre os pavilhões, corredores e espaços de diálogo. A atmosfera vibrante da conferência, marcada pelo encontro de povos, culturas e propósitos, evidenciou também a força do Movimento Escoteiro como ator relevante nas discussões globais sobre clima e sustentabilidade.
Logo no primeiro dia, durante a abertura oficial, a energia contagiante dos participantes, especialmente dos jovens delegados, mostrou o entusiasmo e a expectativa em torno das negociações. Atuando como observadores, os Escoteiros puderam perceber o crescente interesse das delegações em compreender como a educação não formal, eixo central do Escotismo, pode contribuir para acelerar o cumprimento das metas climáticas globais.
O segundo dia foi marcado por intensa participação da delegação em painéis sobre juventude e ação climática. Representantes dos Escoteiros do Brasil tiveram a oportunidade de compartilhar experiências de iniciativas locais de sustentabilidade, fortalecendo conexões com outras organizações juvenis e atores da sociedade civil. A troca de vivências e soluções inovadoras reforçou a percepção de que o protagonismo jovem é essencial para impulsionar compromissos ambientais concretos.
No terceiro dia, a delegação acompanhou reuniões multilaterais focadas em financiamento climático e adaptação. Mesmo na condição de observadores, é possível ressaltar de forma estratégica a importância de investimentos em programas educacionais que preparem e empoderem jovens para liderar ações climáticas em suas comunidades. A receptividade demonstrou que há espaço e demanda por abordagens baseadas em educação, engajamento e construção coletiva.
A Região de São Paulo foi representada por Paula Ramos Raiza, do 68/SP Grupo Escoteiro Guianazes; Jaqueline Santana, do 126/SP Grupo Escoteiro Jaçanã; e Alexandre Gustavo Longhi, Coordenador Regional de Meio Ambiente. Juntos, contribuíram para ampliar a presença da Região de São Paulo no cenário internacional e fortalecer o papel do escotismo nas discussões climáticas.
A participação reforça que a WOSM e os Escoteiros do Brasil ocupam um espaço legítimo, necessário e cada vez mais respeitado dentro da COP. Nossa presença ecoa vozes jovens, dedicadas e comprometidas com soluções práticas e colaborativas para o planeta, que é exatamente o espírito que o futuro exige.



