Nos dias 1, 2 e 3 de maio, a tropa escoteira Marlin, do GEMar Albatroz 175/SP da cidade de Cubatão recebeu em sua sede a tropa escoteira Focinho de Cão, do GEAr Suboficial Palmeira 101/SP da cidade de Guaratinguetá, para realizarem o 1º Acampamento Asas e Barbatanas. O evento aconteceu no Centro Esportivo Armando Cunha, localizado ao lado da sede do grupo.
“O acampamento foi planejado para integrar os jovens do ramo de ambas as seções criando vínculos especiais com um novo grupo de amigos, compartilhando seus territórios e suas culturas e vivenciando práticas da modalidade do Mar. A sensação de ver um projeto pensado há tanto tempo realmente sair do papel é muito gratificante, e ver ele acontecendo junto com tantos sorrisos dos jovens é melhor ainda.”, conta Fernando Ramos, um dos idealizadores do acampamento e membro do GEMar Albatroz.
Algumas semanas antes do primeiro dia de acampamento, houve a divisão e mesclagem dos jovens das duas tropas em seis novas patrulhas, três delas nomeadas de aves aquáticas — Gaivota, Mergulhão e Pinguim — e outras três nomeadas de peixes-voadores — Bonito, Flecha e Pirabebe. Ainda à distância, eles realizaram a produção de bandeirolas e gritos para as patrulhas, além de definirem os monitores e submonitores, um de cada tropa.
O início do acampamento foi marcado pela chegada da tropa de Guaratinguetá na sede do GEMar Albatroz em Cubatão na sexta-feira à noite, onde as patrulhas foram oficialmente formadas. No dia seguinte, os participantes foram à Praia do Gonzaguinha, no município de São Vicente, para aproveitarem o tempo em patrulha com jogos na areia e instruções de remo em caiaques de uma e de duas pessoas, aprendendo técnicas para redirecionar, frear e acelerar a embarcação por si só e em dupla.
“Eu gostei muito do acampamento! Pude aprender muito com o Grupo Albatroz, que nos recebeu de braços abertos. O acampamento despertou em mim interesses que nem eu sabia que tinha, e foi muito interessante ter contato com um grupo escoteiro de outra modalidade, além das amizades que fiz que, com certeza, vou levar para a vida toda. Foi um acampamento muito organizado e inesquecível, que com certeza vai ficar guardado não só na minha memória, mas na de todos nós”, comenta Sophia Vieira Vila Nova, jovem do GEAr Suboficial Palmeira.
Ao retornarem para a sede do grupo na parte da tarde, puderam conhecer mais os entornos do local onde estavam acampando, visitando o Píer do Jardim Casqueiro e a Praça da Independência, conhecendo mais sobre os costumes e culturas locais e aproveitando um tempo agradável na fonte interativa.
Na continuação, participaram de rodadas de competição de patrulhas em três atividades principais: a disputa de bastão, o Código Internacional de Sinais (CIS) e o desarme de bombas. A disputa de bastão é uma atividade clássica e admirada pela tropa Focinho de Cão e foi bem abraçada pela tropa Marlin. A atividade do código CIS foi uma novidade para a tropa de Guaratinguetá, apresentando uma forma de comunicação realizada entre embarcações. Já o desarme de bombas foi realizado pelo jogo virtual “Them Bombs”, que trabalha não só a comunicação entre os membros da patrulha como também seus conhecimentos em código morse — poucos conseguiram desarmá-la com sucesso.
Na última noite do evento, todos se reuníram ao redor do fogo de conselho para apresentar suas canções e esquetes referentes aos melhores acontecimentos do acampamento, como as atividades realizadas na praia, a disputa de bastão e a divisão de patrulhas.
“O acampamento Asas e Barbatanas foi muito bem trabalhado, um dos melhores que já vivi em toda a minha vida. Com a formação de novas patrulhas a partir da fusão das duas tropas, criamos novas amizades, fortalecemos laços e vivemos várias aventuras juntos, além de aprendermos muito uns com os outros. Aprendi coisas novas sobre a modalidade do Ar, gostei muito de cada experiência vivida e de todas as atividades que compartilhamos. O que mais me marcou foi a energia positiva que eles trouxeram para o acampamento, tornando cada momento ainda mais especial. Foi uma experiência incrível, cheia de aprendizados e momentos que com certeza vou guardar com muito carinho”, comenta Rhuan Ferreira Batista, jovem do GEMar Albatroz.
A manhã de domingo foi representada por mais atividades de patrulha: a dança escoteira, a corrida das estrelas e, novamente, o desarme das bombas. A dança escoteira é outra atividade clássica da tropa de Guaratinguetá, caminhando junto com a disputa de bastão. A atividade da corrida das estrelas tem a prática de amarras em bambus para formar uma estrela — e fazê-la rodar com um jovem dentro dela. E desta vez, agora que a comunicação das patrulhas foi aprimorada com o evento, todas conseguiram desarmar as bombas na última atividade.
Também houve o momento espiritual, no qual os jovens refletiram sobre seus momentos no ramo escoteiro e seus próximos passos para a vida, eles escreveram cartas para si mesmo, com palavras de apoio e força para abrirem apenas quando fizessem sua passagem para o ramo sênior. A dinâmica também fez eles trocaram suas cartas entre os membros de sua patrulha, para que levassem para casa uma lembrança de um amigo que acompanhou sua trajetória durante o evento.
“O intuito deste acampamento foi, principalmente, o de trabalhar vínculos entre os jovens, para que eles pudessem conhecer Escoteiros de outra parte do estado. Toda a programação foi pautada em vivências da Modalidade do Mar, que são atividades que não temos o acesso tão facilitado no Vale do Paraíba. E tudo correu muito bem! Fica o nosso agradecimento a todo o GEMar Albatroz pela hospitalidade.”, conta Luís Sonsini, também idealizador do evento e membro do GEAr Suboficial Palmeira.
Durante o encerramento, tivemos a premiação da patrulha Mergulhão como destaque do evento, por terem demonstrado seu espírito escoteiro, sua força de vontade, alegria, amizade e dedicação, além do bom relacionamento entre os jovens. Antes das despedidas, houveram convites para realizarem outras atividades em conjunto, como a participação do GEMar Albatroz na Disputa de Bastão e Dança Escoteira de 2027, seguida da Romaria Nacional Escoteira, realizados em Aparecida, município vizinho a Guaratinguetá. Também foi requisitada uma segunda edição do acampamento na sede do GEAr Suboficial Palmeira.
O acampamento foi muito bem aproveitado, tendo um saldo positivo e atingindo os pontos principais do próprio objetivo do evento: a integração entre as seções e a vivência de atividades marítimas.
Confira AQUI as fotos e vídeos do evento.











