mmm


Do Escotismo para a Física

11 de fevereiro de 2019

Por Samuel Sirianni

A voluntária escoteira Mariana de Marchi Oliveira participou do XXIII Simpósio Nacional de Ensino de Física, que aconteceu entre os dias 27 de janeiro e 1 de fevereiro de 2019, na Bahia. Ela apresentou sua pesquisa de mestrado, que desenvolve na Universidade de São Paulo – USP, mostrando como as especialidades escoteiras (conquistas pessoais dos jovens em áreas especificas para demonstração de conhecimento) e a Física podem andar juntas para facilitar o aprendizado da disciplina, utilizando o Método Escoteiro.

Ela afirma que um dos motivos para continuar estudando é contribuir para melhorar o Escotismo: “Assim, podemos ajudar nossos jovens a desenvolverem muitas habilidades e, quem sabe, se interessarem por carreiras científicas”.

No simpósio, a escotista (adulta voluntária educadora dentro do Movimento Escoteiro) apresentou um pouco da história do Escotismo, contando sobre o fundador Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, mais conhecido como BP, e o método que ele utilizou para ensinar os jovens. Mariana explica que outros educadores pensam sobre o método: “De maneira geral, todos os grandes teóricos da educação defendem o ‘aprender fazendo’. Ele aparece com nomes diferentes a cada autor ou corrente teórica: metodologias ativas, hands-on e por aí vai”.

Como o Movimento Escoteiro é categorizado como educação não formal, utilizamos mais atividades práticas para o desenvolvimento dos jovens e eles aprendem ciências sem perceberem, como explica Mariana. “Quando fazemos pioneirias [estruturas montadas e amarradas com bambus ou madeira], fogueiras, jogos e desenvolvemos trabalhos com as especialidades, estamos contribuindo com a educação científica dos jovens, mesmo sem estarmos totalmente conscientes disso”, diz. Ela complementa: “A construção de uma grande pioneiria é um excelente exercício de física, provavelmente muito mais significativo para o jovem do que a lista de exercícios do cursinho”.

Pela variedade de profissões e formações acadêmicas que os escotistas possuem, às vezes é necessário ter uma ajuda externa com especialidades de áreas mais específicas. Mariana fala sobre isso: “É importante também que nós, escotistas, estejamos dispostos a incentivar os jovens a conquistarem especialidades que não estejam necessariamente em nossa zona de conforto”.

Mariana conta sobre a influência que o Movimento Escoteiro teve para escolha da sua carreira: “O fascínio pela natureza, que me levou à física, com certeza passa por minhas experiências escoteiras, especialmente podendo experimentar a vida ao ar livre”. A mestranda é membro do movimento escoteiro do grupo Curuqui 142/SP, de Jundiaí, interior de São Paulo, desde 2002. Hoje, é adulta voluntária no Movimento, diretora adjunta de Programa Educativo no Região Escoteira de São Paulo, professora de Matemática em uma escola de sua cidade e também dá aulas particulares de Física.

Compartilhe
Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens

You have successfully subscribed to the newsletter

There was an error while trying to send your request. Please try again.

Escoteiros SP will use the information you provide on this form to be in touch with you and to provide updates and marketing.