Primeiro Seminário de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo

1º Seminário de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo é realizado

20 de junho de 2018

O último sábado, 16 de junho, ficou marcado por um evento inédito na Região Escoteira de São Paulo: o Seminário Regional de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo, que ocorreu na parte da manhã, na Casa do Escoteiro. O encontro foi criado para que pesquisadores e entusiastas sobre o Movimento Escoteiro pudessem compartilhar seus trabalhos – sejam eles concluídos, em desenvolvimento ou em planejamento. A intenção foi promover um encontro precedendo o Congresso Brasileiro de Educação Escoteira que acontecerá em setembro na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com inscrições até 10 de julho.

“O evento deflagra uma série de ações que nos conduzirão a um aprofundamento dos conceitos presentes em nossa proposta educativa”, disse Sonia Jorge, diretora regional de Estudos Escoteiros. Ela ressaltou muitas vezes a importância de aliar o Programa Educativo e o Método Escoteiro ao conhecimento científico: “[o Seminário] abriu espaço para que se forme uma equipe multidisciplinar interessada em tornar científico o que fazemos, de modo a construir uma fundamentação teórica que confira ao Escotismo o valor que ele merece”.

Neste primeiro encontro, participaram 12 pessoas entre integrantes do grupo de trabalho da diretoria regional de Estudos Escoteiros e voluntários inscritos para o Congresso Brasileiro de Educação Escoteira. A palestra magna foi apresentada por Vânia Dohme, escotista e professora de marketing do Mackenzie. O tema foi “O que é pesquisa científica, sua estrutura e formas de comunicação”. Ela também já produziu pesquisas sobre como o Escotismo se relaciona com diversas teorias da educação.

Abrangência entre outros estados

Ana Carolina Longo é escotista de Brasília (DF), além de professora universitária do curso de direito no Centro Universitário de Brasília. Ela foi responsável por outra palestra, de título “O que é plágio? ”. Por considerar que a proposta do Seminário Regional de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo era coerente com os trabalhos que realiza, decidiu fazer a viagem até São Paulo para participar do evento.

Ela escreveu um artigo sobre a aplicação do Método Escoteiro no ambiente da graduação, experiência que realizou com os próprios alunos no primeiro semestre de 2017 na disciplina de Direito Constitucional I.  Para isso, fez uma adaptação de cada um dos pontos do Método para sua realidade. Criou um código de valores com os alunos (com inspiração na Lei e Promessa Escoteiras), dividiu-os em “patrulhas”, propôs atividades que fugiam da explanação convencional do docente, observou o desempenho de cada um de forma individualizada.

“A ideia é mostrar que o método funciona mesmo que não seja no ambiente da unidade escoteira”, explicou. Além de tornar as aulas mais dinâmicas, colocou os alunos no centro de seus processos de aprendizagem, tal como ocorre no Movimento Escoteiro.

Entre a ciência e o Escotismo

Mariana de Marchi, escotista paulista, falou sobre seu artigo inscrito no Congresso Brasileiro de Educação Escoteira cujo tema é também seu objeto de pesquisa no mestrado em Física na Universidade de São Paulo (USP).

“Meu objetivo é entender um pouco melhor como acontece o ensino de ciências e a educação científica dentro da educação escoteira”, disse. Para isso, ela usa indicadores de alfabetização científica como método de análise de especialidades relacionadas às ciências. A finalidade é verificar o quanto podem ajudar o jovem a desenvolver alfabetização científica.

Também relacionado às ciências, Julio Cesar Klafke, prefeito do Centro Escoteiro de Ciência e Tecnologia, físico e voluntário do Parque de Ciência e Tecnologia (Cientec) da USP, participou. Ele apresentou o projeto que tem sido realizado no local nos últimos anos, visando a capacitação de adultos do Escotismo para utilizarem os espaços educativos do parque em atividades e acampamentos escoteiros.

Faça parte

“Os trabalhos apresentados são bastante relevantes e temos a certeza de que outros se somarão a eles”, disse Sonia Jorge. Outros temas como educação a distância, educomunicação, aplicação do Método Escoteiro e parcerias com outras instituições foram abordados.

Para participar do grupo de trabalho de Estudos Escoteiros, basta enviar um e-mail para: estudos@escoteirossp.org.br.

O Seminário Regional de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo foi transmitido na íntegra via Facebook e pode ser conferido aqui.

Seminário Regional de Estudos Acadêmicos sobre Escotismo

Compartilhe
Escoteiros do Brasil - Educação e lazer para crianças e jovens