Conversa Temática: Modelos horizontais na gestão da UEL: pais, jovens e voluntários

No dia 14 de abril, aconteceu, na Casa do Escoteiro, a Conversa Temática sobre modelos horizontais para a gestão da Unidade Escoteira Local (UEL), com a participação da facilitadora Paula Ramos Raiza, Diretora Presidente do G.E. Guaianazes 68/SP, seis participantes inscritos e mais alguns que nos acompanharam pela transmissão on-line.

O objetivo da Conversa era discutir a importância da participação dos três segmentos que compõem a UEL (pais, jovens e voluntários) em sua gestão e organização, de forma que todos sejam parte e se sintam parte dos processos que nela ocorrem, bem como entender o que seria um modelo de gestão horizontal.

Para agregar ao conteúdo do debate, foram apresentados dois documentos que exemplificavam modelos horizontais de gestão, dentro e fora do Movimento Escoteiro: um se referia a três escolas com projetos pedagógicos que incentivam seus alunos a se apoderarem dos processos de decisão e funcionamento das respectivas instituições, seja a respeito das regras, seja a respeito das condutas e formas de organização, através de assembleias, principalmente; outro, voltado para o Movimento Escoteiro, é um projeto do Akelá Eduardo Matos, do G.E. José Passos de Souza Júnior 95/RJ, que adapta o Regimento Interno de sua UEL em uma linguagem acessível para os lobinhos de sua Alcateia.

Também foram apresentados dois vídeos, ao longo da Conversa, contribuindo com o exemplo da gestão horizontal em uma empresa, bem como com a discussão dos benefícios dessa. Se tiver interesse, os vídeos podem ser acessados nos links: https://youtu.be/IY3Y4GIOiLM e https://youtu.be/-wdxvqtHW7g.

A Conversa tomou diversos rumos e para cada eixo de discussão o debate se aprofundou bastante. Um dos principais pontos discutidos foi a importância da capacitação e envolvimento do jovem nos processos de tomada de decisão, como as Assembleia de grupo, para que este não só aprenda desde cedo a importância desses espaços e seus funcionamentos, mas também seja ouvido e contribua com ideais e opiniões, de forma que seja realmente representado como integrante da UEL.

Ainda, foi discutida a importância da colaboração e participação dos pais e responsáveis na gestão da UEL. O diagnóstico foi de que esses são muitas vezes mal aproveitados, dada a falta de abertura de espaço para opinião, pouco entendimento das estruturas da UEL e dos processos do Movimento Escoteiro ou mesmo a desconsideração da experiência de vida, conhecimentos e habilidades diversas desses.

Por fim, falou-se da importância da capacitação de qualidade na formação de voluntários no Movimento Escoteiro, uma vez que já possuímos um programa e método que têm uma proposta horizontal de gestão, da predisposição dos voluntários para buscarem aprimoramento sempre, e da construção de um espaço aberto ao diálogo e ao recebimento de críticas.

Independente das conclusões tiradas ou não, pode-se dizer que a visão geral prevalecente foi a de que um modelo horizontal de gestão da UEL é aquele em que cada um tem áreas de atuação, responsabilidades e funções diferentes, sem a constituição de uma hierarquia, mas que todos voltam-se para um objetivo comum: a construção de um ambiente saudável e produtivo. Também, a gestão horizontal deve contar com a participação de todos os seus integrantes (pais, jovens e voluntário), de forma que cada um possa opinar, sugerir e criticar e se sinta à vontade para tal.

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