Pioneiros realizam mutirão comunitário em aldeia Guarani de São Bernardo do Campo

10 de setembro de 2018

Nos dias 25 e 26 de agosto, aconteceu o Mutirão Interdistrital Pioneiro Aldeia Guarani Guyrapa-ju, em São Bernardo do Campo (SP) uma atividade para promover melhorias estruturais para a a cozinha e as pontes do local. Os animais da aldeia também receberam cuidados especiais. Os moradores sobrevivem de doações e vendas de artesanato.

Ao todo, trabalharam 21 pioneiros e 7 escotistas do ramo, envolvendo os grupos escoteiros Caramuru 26/SP, Sardarabad 316/SP, Tibiriçá 243/SP, São Caetano do Sul 207/SP, Piratinis 95/SP, K2 89/SP, Águia de Haia 239/SP, Cabo Kennedy 109/SP e João Ramalho 18/SP.

“Este projeto começou em abril após várias visitas para o planejamento, onde levantamos a necessidades principais para serem feitos os serviços comunitários”, explica a mestre Patricia Imata, do GE João Ramalho, que apoiou o pioneiro Giovanni Bevilacqua na organização do mutirão.

“Foi emocionante ver a reação dos indígenas ao verem o fogão que foi construído para eles e ouvir que agora temos a confiança deles”, disse Erika Lopes, pioneira do GE Águia de Haia. Foi o primeiro mutirão que ela participou no ramo: “Saber que saímos de lá deixando a vida de 40 famílias melhor é gratificante”.

De acordo com a mestre Patricia, houve um intercâmbio cultural: “Fomos recebidos na casa de reza, um local sagrado para eles, onde o líder nos contou um pouco sobre a cultura deles. Aprendemos que o Deus deles se chama Nhanderú”. Além disso, os guaranis aproveitaram o forno novo para fazer Napa, um pão típico. “No final, fizeram uma apresentação com instrumentos musicais e cantaram pra nós”, disse a mestre.

Amílcar Imasato, pioneiro do GE Caramuru, teve as expectativas superadas em relação ao mutirão. Fez amigos de outros grupos e voltou para casa marcado pelo trabalho realizado: “Foi uma vivência recheada de risadas, trabalho duro, trocas de experiência, conhecimentos sobre outras culturas e, principalmente, do exercício do nosso lema ‘Servir’”. Já o jovem Henrique Mesquita, do GE K2, compartilhou: “Eu gostei muito da proposta de ir na aldeia e achei que ajudamos em coisas realmente relevantes para eles”.

A organização pretende dar continuidade ao projeto, promovendo a manutenção das benfeitorias futuramente.

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